A maioria das empresas já usa IA. Poucas estão preparadas para sustentá-la.

A maioria das empresas já usa IA. Poucas estão preparadas para sustentá-la.

Executivos analisando a adoção de Inteligência Artificial e a maturidade organizacional da empresa.

A Inteligência Artificial já entrou na sua empresa. A questão é se ela entrou de forma organizada.

Quando se fala em adoção de Inteligência Artificial, muitas empresas ainda imaginam que existe um momento oficial para “começar”.

Mas, na prática, esse momento já passou.

Hoje é comum encontrar colaboradores utilizando IA para:

  • escrever e-mails;
  • resumir reuniões;
  • elaborar propostas;
  • analisar documentos;
  • gerar apresentações;
  • criar planilhas;
  • automatizar tarefas repetitivas.

Na maioria das organizações, a Inteligência Artificial já faz parte da rotina.

O problema é que esse crescimento raramente acontece de forma planejada.

Ele costuma surgir de maneira espontânea, distribuída entre diferentes áreas e impulsionado pela iniciativa individual de cada colaborador.

Por isso, o principal desafio das empresas deixou de ser começar a utilizar IA.

O verdadeiro desafio passou a ser sustentar essa adoção de forma organizada.

O acesso à IA ficou simples. A gestão da IA não.

Nos últimos anos, ferramentas de Inteligência Artificial se tornaram extremamente acessíveis.

Qualquer profissional consegue criar uma conta e começar a utilizá-las em poucos minutos.

Essa facilidade trouxe ganhos importantes de produtividade.

Mas também criou um cenário inédito.

Enquanto a tecnologia evolui rapidamente, muitas organizações ainda não desenvolveram mecanismos para coordenar essa evolução.

O resultado costuma ser:

  • diferentes ferramentas sendo utilizadas ao mesmo tempo;
  • iniciativas isoladas entre departamentos;
  • conhecimento espalhado entre pessoas;
  • baixa visibilidade da liderança;
  • ausência de critérios comuns;
  • crescimento sem direcionamento.

A tecnologia evolui.

Mas a organização nem sempre evolui no mesmo ritmo.

O problema atual não é falta de IA

Durante muito tempo, acreditou-se que o principal desafio seria convencer as empresas a utilizar Inteligência Artificial.

Hoje a realidade é diferente.

O que observamos em projetos corporativos é que a maioria das empresas já iniciou sua jornada.

O que ainda falta é estrutura.

Estrutura para:

  • alinhar pessoas;
  • organizar processos;
  • preparar dados;
  • definir prioridades;
  • estabelecer responsabilidades;
  • criar governança.

Sem essa base, a IA tende a crescer de forma impulsiva.

E quanto maior o crescimento, maior tende a ser a complexidade para administrá-lo. Veja mais nesse artigo publicado em junho.

A IA amplifica a estrutura existente

Existe uma ideia bastante difundida de que a Inteligência Artificial resolve problemas organizacionais.

Na prática, ela faz algo diferente.

Ela potencializa aquilo que já existe.

Empresas que possuem:

  • processos bem definidos;
  • liderança alinhada;
  • informações organizadas;
  • cultura colaborativa;

costumam acelerar seus resultados com IA.

Por outro lado, empresas que convivem com:

  • retrabalho;
  • processos confusos;
  • informações descentralizadas;
  • falta de alinhamento;

também tendem a potencializar esses problemas.

Por isso, uma das principais teses da BRIA é simples:

A IA amplifica a estrutura existente.

Ela não substitui gestão.

Ela não corrige desorganização.

Ela depende da qualidade da organização para gerar valor sustentável.

O conceito de maturidade organizacional

Quando falamos em maturidade em IA, muitas pessoas imaginam quantidade de ferramentas, automações ou agentes.

Mas maturidade organizacional representa algo muito maior.

Ela diz respeito à capacidade da empresa de incorporar a Inteligência Artificial de forma consistente ao seu funcionamento.

Isso envolve:

  • pessoas preparadas;
  • processos organizados;
  • dados confiáveis;
  • liderança envolvida;
  • objetivos claros;
  • evolução contínua.

No Método BRIA de Maturidade em IA, essas dimensões são organizadas em quatro camadas interdependentes:

  • Pessoas;
  • Processos;
  • Dados;
  • IA.

A tecnologia aparece como consequência da maturidade construída nas demais camadas.

Sustentar a adoção é diferente de implantar tecnologia

Implantar uma ferramenta costuma ser relativamente rápido.

Construir uma capacidade organizacional é muito mais complexo.

Empresas que conseguem evoluir de forma consistente normalmente não focam apenas em tecnologia.

Elas desenvolvem mecanismos para:

  • compartilhar conhecimento;
  • alinhar áreas;
  • criar critérios;
  • acompanhar resultados;
  • revisar processos;
  • fortalecer a cultura de inovação.

A adoção deixa de depender de iniciativas individuais.

E passa a fazer parte da estratégia da organização.

Os primeiros sinais de que a empresa precisa amadurecer

Existem alguns indícios bastante comuns de que a adoção da IA está crescendo mais rápido do que a capacidade da empresa de administrá-la.

Entre eles:

  • cada área utiliza ferramentas diferentes;
  • ninguém sabe exatamente como a IA está sendo utilizada;
  • existem iniciativas duplicadas;
  • os aprendizados não são compartilhados;
  • a liderança possui pouca visibilidade;
  • surgem dúvidas sobre segurança e responsabilidades.

Esses sinais não significam que a empresa esteja atrasada.

Na maioria das vezes, significam apenas que chegou o momento de estruturar uma adoção que já começou.

O futuro pertence às empresas que conseguirem sustentar a IA

Nos próximos anos, praticamente todas as organizações terão acesso às mesmas ferramentas.

Modelos de IA continuarão evoluindo.

Assistentes serão cada vez mais comuns.

Agentes de IA farão parte da rotina corporativa.

O diferencial competitivo não estará apenas na tecnologia disponível.

Estará na capacidade de cada empresa de organizar sua utilização.

Quem conseguir conectar IA, pessoas, processos e dados de forma integrada terá muito mais facilidade para evoluir.

Porque a vantagem competitiva será organizacional.

Não apenas tecnológica.

Conclusão

A maioria das empresas já iniciou sua jornada com Inteligência Artificial.

O desafio agora não é descobrir qual será a próxima ferramenta.

É desenvolver a capacidade organizacional necessária para sustentar essa evolução.

A Inteligência Artificial continuará avançando.

A pergunta é:

Sua empresa está preparada para crescer junto com ela?

Porque, no longo prazo, as organizações que mais gerarão valor não serão aquelas que simplesmente utilizam IA.

Serão aquelas que conseguem estruturar sua adoção de forma sustentável, alinhada e conectada ao negócio.

E é exatamente essa a proposta do Método BRIA de Maturidade em IA.

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